Associação entre respiração oral e compressão maxilar: uma revisão narrativa
DOI:
https://doi.org/10.47990/a6ky9b72Palavras-chave:
respiração bucal, palato duro, língua, desenvolvimento maxilofacialResumo
Introdução: A respiração oral é definida como o hábito de respirar predominantemente pela boca em comparação com o nariz, evitando o filtro natural da cavidade nasal e posicionando a língua de forma alterada, devido a alterações estruturais, obstruções nasais ou síndromes respiratórios. Esse hábito leva à falta de estimulação para o desenvolvimento transversal do maxilar, provocando um palato fendido, profundo e que não possui resistência muscular contrária às forças centrípetas da musculatura perioral, devido a uma posição lingual anômala. Objetivos: Determinar a associação entre a respiração oral e a compressão maxilar, e avaliar se os métodos diagnósticos utilizados cumprem critérios padronizados. Materiais e Métodos: Foi realizada uma busca eletrônica nas seguintes bases de dados: PubMed, Elsevier, Epistemonikos e Tripdatabase. A busca incluiu artigos publicados entre 2014 e 2025. Resultados: Após analisar as publicações que atendiam aos objetivos propostos, foram selecionados seis artigos para extração e interpretação dos dados. Conclusões: A respiração oral e a compressão maxilar estão diretamente associadas, como consequência do desequilíbrio músculo-esquelético entre a língua e o palato duro devido a uma posição lingual descendente. No entanto, não há um critério unificado para sua medição, o que impede a comparação dos diagnósticos de compressão maxilar entre diferentes estudos clínicos.
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