Manejo odontológico do paciente com Deficiência de Fator XII: Relato de caso

Autores

  • Laura Hermida Bruno
  • L Alvarez
  • W Lewis
  • B Boggia
  • A Segovia
  • I Rodríguez

DOI:

https://doi.org/10.47990/alop.v1i1.113

Palavras-chave:

criança, Manejo odontológico, Deficiência de Fator XII

Resumo

O fator XII inicia a via intrínseca da coagulação sanguínea. Está contido no plasma, no soro e também nos tecidos. A deficiência severa deste é uma patologia muito rara e um tanto desconhecida. Tem sido descrito com uma prevalência muita baixa (1: 1.000.000).

Apesar de ser um transtorno assintomático que não causa sangramento na pessoa afetada, os tempos de coagulação estão alterados em testes laboratoriais. O tempo parcial de tromboplastina é prolongado e a recontagem do fator XII é anormal. Esta condição congênita e hereditária é resultado de uma deficiência de proteína plasmática, Fator XII, a qual é causada por um gene anormal.

O Serviço de Medicina Transfusional do Centro Hospitalar Pereira Rossell em Montevidéu, Uruguai, é o Centro de referência nacional para a atenção das coagulopatias em crianças. Este serviço conta com profissionais nas áreas de Hemoterapia, Pediatria, Odontopediatria, Psicologia, Técnicos Hemoterapeutas, entre outros. É realizado um atendimento integral do paciente pediátrico portador de uma coagulopatia, tanto ambulatorial como hospitalar, de acordo com a necessidade de cada caso.

Este relato de caso apresenta um paciente de 7 anos com deficiência do fator XII que necessitava tratamento odontológico. Ao revisar a literatura não encontramos evidência científica que respalde o manejo odontológico em pacientes com esta coagulopatia.

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Publicado

2021-02-02

Edição

Seção

Relato de casos

Como Citar

Manejo odontológico do paciente com Deficiência de Fator XII: Relato de caso. (2021). Revista De Odontopediatria Latinoamericana, 1(1). https://doi.org/10.47990/alop.v1i1.113